Cartas de Recomendações
LETTER OF RECOMMENDATION
A importância da Carta de Recomendação no processo de Admissão:
As universidades americanas exigem uma série de dados e informações para processar e avaliar um pedido de admissão:
- Formulário solicitando admissão;
- Resultado de testes padronizados;
- Histórico escolar;
- Plano de estudos;
- Comprovante de recursos financeiros.
Além destas informações, o pedido de admissão deve ser acompanhado de cartas de recomendação, geralmente em número de três. Tais cartas são de muita importância para o candidato em virtude de sua influência na avaliação final e tomada de decisão da universidade. Os dados fornecidos por uma boa carta de recomendação constituem um material de apoio relevante e permitem a instituição adquirir um perfil mais nítido do candidato em termos de seu desempenho anterior, potencial acadêmico, atributos pessoais e aplicação dos seus estudos realizados nos Estados Unidos. Em muitos casos, a carta de recomendação pode representar um fator decisivo na aceitação de um candidato.
A quem deve ser solicitada:
É do maior interesse do candidato escolher criteriosamente as pessoas que escreverão a seu respeito. Preferencialmente, as cartas deverão ser escritas por professores, embora uma ou duas delas possam ser redigidas por empregadores ou supervisores. O importante é que as pessoas tenham um bom conhecimento do candidato, estando assim, capacitadas a avaliá-lo e a fornecer sobre eles informações personalizadas, especificas e significativas.
Como escrever a Carta de Recomendação:
Inicialmente, a carta de recomendação deve identificar o autor em termos de formação acadêmica e profissional. Se o autor já teve alguma associação com o sistema de ensino americano, quer como aluno, quer como professor ou pesquisador, este fato deve ser mencionado. A pessoa que já vivenciou uma experiência universitária nos Estados Unidos está em condições de avaliar com maior objetividade e conhecimento o desempenho de determinado aluno nesse sistema de acadêmico.
A seguir deve ser especificada a relação existente entre o autor da carta e o candidato (professor/aluno, pesquisador/assistente, empregador/empregado, etc.), e a duração e natureza desse contato. Por exemplo: “este candidato foi meu aluno há dois semestres, num curso teórico-prático e ciências biológicos, que tem por objetivo introduzir biologia molecular e genética a estudantes de biologia. O curso, um dos mais rigorosos do departamento, é de quatro créditos e tem a duração de um semestre. Durante nossa convivência, tive a oportunidade de conhecer bem o candidato, o que me possibilita realizar um prognóstico sobre seu desempenho no sistema americano de ensino”.
A carta deve avaliar o nível de capacitação e desempenho do candidato, tanto de um ponto específico, em relação aos participantes de um mesmo grupo, quanto geral, em relação às normas de determinada área acadêmica ou profissional. Por exemplo: “O candidato impressionou-me como um estudante extremamente capaz e acima da média. Numa turma de trinta alunos, eu não hesitaria em considerá-lo um dos melhores. O desempenho acadêmico e a participação deste aluno revelaram capacidade de raciocínio lógico, curiosidade intelectual, seriedade e espírito crítico. Aliado a esses atributos, ele evidenciou durante todo o período em que foi meu aluno uma capacidade criativa altamente desenvolvida.” Também a carta deve abordar atributos pessoais do candidato – capacidade de liderança, iniciativa, cooperação, maturidade, etc., sempre que o autor tiver tido oportunidade de observá-los. Isto possibilita à universidade adquirir uma visão global do candidato. Por exemplo: “Este candidato é bastante amadurecido tanto do ponto de vista acadêmico quanto pessoal. Suas relações interpessoais refletem autoconfiança, sensibilidade, respeito às idéias e opiniões de outras pessoas, capacidade iniciativa e tomada de decisão. Pude observar que ele se relaciona bem com outras pessoas, demonstrando paciência e espírito de colaboração junto a alunos que apresentam dificuldade em entender determinados conceitos.” Finalmente é importante que a carta enfatize a relevância do estudo a ser realizado no exterior e sua aplicabilidade na volta do candidato ao país. Por exemplo: “O curso possibilitará ao candidato uma atualização teórico-prática indispensável ao seu aprimoramento profissional. Por tudo que conheço sobre este candidato, estou certo que ele, de volta ao país, terá condições de implementar idéias e experiências e de contribuir significativamente em seu campo profissional. Além disso, a presença deste excelente candidato numa instituição de ensino americana poderá ser também de extrema importância para aqueles que com ele vierem a conviver.”
CARTA DE RECOEMDAÇÃO: UM MODELO
O autor identifica-se e indica a sua relação com o candidato:
Mr.José da Silva is a student in the master’s degree program at Universidade Federal Fulana de Tal, at which I am Professor in Atomic/Molecular Physics. (I am also chairman of the Physics department, senior researcher in the national Physics Institute, and hold a doctorate degree from Western American University, where I was a teaching assistant.) Mr. Silva initiated his graduate program at the beginning of last year and intends to complete it at the end of this year. He has been my student in a course on low temperature physics and a seminar in solid-state particles.
Estes dois parágrafos indicam – 1) o que o candidato está fazendo e a importância do seu trabalho, 2) O que especificamente distingue o candidato no seu trabalho:
Presently, Mr. Silva is developing a thesis dealing with transfer in proton acquisition for the hydrogen to helium transformation. Although this institution has limited (but adequate) equipment for such experimentation and measurement, he has used it with great resource and application. Indeed, these traits particularly distinguish his character, study, and emerging research accomplishments. These attributes have stimulated him to pursue a doctoral degree at an institution abroad with greater laboratory and library resources.
Mr. Silva is among the most exceptional four or five graduate students which I have had in my teaching career of twenty years. Not only has he used limited local resources with great skill, but he has been significant in establishing better maintenance procedures and wider applications for the equipment the university now has. Upon completion of his thesis, there is the possibility of its publication in the National Journal of Physics, the preliminary findings of which he delivered at the last meeting of the Brazilian National Association of Physicists.
Esta última parte da carta indica como o candidate utilizará o que ele aprender nos Estados Unidos:
The professional interests of Mr. Silva primarily concentrate in the theoretical aspects of physics with the objective of developing a teaching research center. He has already proved a valuable research assistant for me, and is a part-time instructor at another school locally. He promises to be a fine physicist (as a researcher and university professor) and possibly one of distinction should he have the opportunity to develop his skills in an institution with greater resources.
ORIENTAÇÕES PARA OS PROFESSORES: COMO ESCREVER UMA CARTA DE RECOMENDAÇÃO
Quando os alunos inscrevem-se para programas de graduação ou pós-graduação nos Estados Unidos, devem incluir no seu processo de inscrição pelo menos duas cartas de recomendação de professores que podem avaliar suas habilidades acadêmicas e seu potencial como pesquisadores. Estas cartas contribuem significativamente na decisão do comitê em aceitar ou rejeitar um candidato. Os seus colegas americanos vão basear-se no seu julgamento e na sua expertise para ajudá-los a tomar a decisão certa. Apenas concorde em escrever uma carta de recomendação se puder escrever sobre as características positivas do seu aluno. É melhor ser honesto com ele e recomendar que procure uma outra pessoa se o que você tem a escrever sobre ele vai comprometer o seu aceite pela universidade. Descubra quais são os objetivos específicos do aluno antes de começar a escrever a carta. Você pode querer enfatizar os aspectos da sua personalidade e seu desempenho acadêmico que se relacionam ao seu objetivo. A carta deve incluir:
1. Sua posição na universidade e sua titulação; quanto tempo você conhece o aluno e em que capacidade (como professor, orientador, supervisor de pesquisa, etc)
2. Quanto mais você conhece o aluno, mais eficaz sua carta será. O comitê quer detalhes e não generalizações. È ótimo mencionar que o aluno é dedicado e organizado, porém, você precisará suportar as suas declarações com exemplos concretos. Por exemplo: “Júlia é uma aluna muito esforçada. Seu projeto de pesquisa sobre o desemprego em Akademgorodok foi completo e foi uma demonstração impressionante da sua habilidade de analisar dados estatísticos”. Escreva sobre o que o aluno fez e é capaz de fazer. O que torna o aluno especial? Por que você acha que este aluno se beneficiará com estudos nos Estados Unidos?
3. Avalie o aluno comparando-o com outros alunos. Abaixo, listamos algumas categorias que você pode utilizar para fazer a sua comparação. Você pode usar expressões como “excellent, very good, ou average”.
• Potencial de aprendizagem • Seriedade nos seus objetivos
• Conhecimento da área • Iniciativa e criatividade
• Habilidade acadêmica ou intelectual • Habilidades de pesquisa, escrita
• Maturidade • Participação em sala de aula
• Hábitos de estudo e de trabalho • Comprometimento
• Habilidade analítica • Adaptabilidade a novas situações
Para alunos de pós-graduação, mestrado e doutorado
• Motivação para completar seus estudos
• Capacidade de ensinar
• Potencial para contribuir, na sua volta, dentro da sua área de pesquisa
4. Qualifique as suas impressões sobre o aluno. O aluno está classificado entre o 5% do seu grupo? 10%, 25%, 50%?
5. Uma página é suficiente. A qualidade é importante, e não a quantidade. Faça valer cada sentença. Não inclua informações se não puder fazer uma conexão imediata com a habilidade do aluno em participar do programa.
6. Tecnicamente, os alunos não devem ver as cartas de recomendação. Certamente, isto, as vezes, é difícil pois os alunos devem verificar que todos os documentos foram enviados para a universidade. A maioria delas solicita que a carta seja colocada num envelope, selada e que sua assinatura seja colocada na parte selada.
7. Muitos alunos inscrevem-se para várias universidades, assim não estranhe se eles lhe solicitarem várias cópias; a maioria das universidades, não aceita cópias.